domingo, 16 de junho de 2013

PALESTRA - KABENGELE MUNANGA

       O Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia(UFU),  realizou uma Aula Magna no dia 27 de maio de 2013 no Campus Santa Mônica, com o palestrante kabengele Munanga professora da Universidade de São Paulo (USP). 

O PIBID- Diversidade Cultural esteve presente:



quarta-feira, 10 de abril de 2013

PIBID - SubProjeto Diversidade Cultural / Equipe Caic





Equipe CAIC  2013



Apresentação:

Bolsista: Camilla Aparecida Nogueira dos Santos, 8° período do Curso de História FACIP- UFU.
“ O PIBID - Diversidade Cultural, representa para mim, uma nova forma de olhar para o passado sem discriminá-lo, pois a ação faz a nossa união. Além de me proporcionar maior qualificação na minha formação docente. ”





Bolsista: Bruno Vitor de Oliveira - 2º período do Curso de Química FACIP-UFU.
"Entrar no PIBID foi uma coisa inusitada, me proporcionou uma ampla visão da carreira docente e as barreiras que podem ser quebradas pelos futuros professores, é um programa essencial que ajuda na formação de alunos de licenciatura da FACIP-UFU e, na formação continuada de professores da rede pública, assim, quebrando os paradigmas da educação na perspectiva de trazer para sala de aula uma nova metodologia de ensino, aprendi muita coisa e pretendo passar para futuras gerações.





Bolsista: Edilma Santos da Silva. 9º período de Ciências Biológicas FACIP- UFU.




Bolsista: Letícia Franco de Oliveira. 4º Período do curso de Geografia FACIP- UFU.
"O PIBID me proporcionou um novo olhar sobre a carreira docente, uma experiência positiva para minha graduação, pois através do projeto consegui visualizar novos caminhos para meu futuro."



Bolsista: Marcos A. F. Petraglia Filho. 8º Período do Curso de História FACIP - UFU.
"O ensino é um processo que está em transformação! No PIBID pude ir muito além da minha graduação. Ir além de mim, provar-me e com toda certeza ir além da visão eurocêntrica que estava preso. O projeto me deu a oportunidade de confirma minha vontade de exercer a docência!"



Bolsista: Pâmela Fernanda de Andrade Moreira. 2º período do Curso de Ciências Biológicas FACIP- UFU.  "A oportunidade de participar do PIBID é uma experiencia muito gratificante para os futuros professores, pois contribuem para nossa formação docente e para formação continuada dos professores que atuam no subprojeto como supervisores e tambem proporciona uma maior convivencia no âmbito escolar, tendo uma expericencia maior como a interação com os alunos e professores. Onde o programa propicia um grande amadurecimento para nós bolsistas."





Bolsista: Regiany Alves Carvalho Início, 4º Período  do Curso de Ciências Biológicas FACIP- UFU.

"Estar no PIBID Diversidade Cultural significou uma grande conquista em minha vida acadêmica e muito aprendizado para minha futura carreira docente. Estou muito feliz com o projeto e pretendo aprender muito para futuramente ensinar um pouco do que me foi passado."





Bolsista: Thaís Emília Vilarinho. 2º Período do curso de Ciências Biológicas FACIP- UFU.





Supervisora: Rosimeire Perreira de Assis Pacheco. Professora Adjunta na E. M. Aureliano Joaquim da Silva - CAIC. Ituiutaba-MG.
"O PIBID me deu a chance de ampliar novos horizontes, sonhar e mostrar a todos que vale a pena conquistar um futuro melhor. A troca de experiência entre professor e licenciandos tem se tornado um grande aprendizado e nos tem motivado e desejo maior em estar em sala de aula."




Coordenadora: Professora Drª. Cristiane Coppe de Oliveira. Professora de Matemática na Universidade Federal de Uberlândia - Campus Pontal - Faculdade de Ciências Integradas do Pontal.











Curiosidades das Tribos Africanas





     O continente africano foi o primeiro território a ser habitado e hoje é um dos mais ricos em diversidade cultural. A África abriga diversas tribos e grupos étnicos. Alguns dos mais de 50 países do continente possuem mais de 20 grupos diferentes. Cada um desses grupos e dessas tribos, que podem ser formados por centenas, milhares ou até milhões de pessoas, possuem sua própria cultura, tradições e costumes.

    Esses costumes e tradições chamam a atenção por serem, em muitos casos, curiosos, engraçados, esquisitos, chocantes ou polêmicos. A cultura das tribos africanas é muito rica e por isso existem várias crenças e rituais, que, na maioria das vezes, são muito distantes da nossa realidade e das crenças e tradições ocidentais.

     Nós separamos alguns costumes, no mínimo diferentes, dessas tribos...

Tribo Surma

      Essa tribo é composta por um povo isolado no sudoeste da Etiópia e suas mulheres têm como costume o uso de discos de madeira em seus lábios inferiores. Em ocasiões festivas, também costumam pintar seus corpos. O tamanho do disco é proporcional à grandeza do dote que a família da noiva pode pagar ao noivo. 

     Elas só podem tirar o disco quando não há homens por perto. Para essa tribo, quanto maior o disco, mais bonita e rica é a mulher!



Tribo Ndebele e Padaung


      A Ndebele fica em Lesedi na África. As mulheres que a habitam usam pesadas argolas de metal no pescoço, pernas e braços, depois que casam. Segundo elas, as argolas servem para não fugirem de seus maridos e nem olharem para o lado.




     Na tribo de Padaung, em Burma, as mulheres também têm o mesmo costume e são conhecidas como “mulheres girafas”. O pescoço delas é alongado utilizando anéis metálicos, que podem alcançar até 30 centímetros, e vão sendo substituídos até atingirem a fase adulta.
      
     Para o povo Padaung o pescoço é o centro da alma, é a identidade da tribo, por isso protegem muito bem com os anéis feitos de latão e cobre, que também são colocados nos pulsos e tornozelos. Eles chegam a pesar até 12 quilos com 8.5 milímetros de diâmetro.

     As mulheres retiram os anéis para tomar banho, mas, segundo elas, depois de dez anos contínuos usando essas argolas elas passam a sentir como se fossem parte do seu corpo.




Tribos do vale do Omo


       Os habitantes dessas tribos, que ficam no leste da África, usam elementos da natureza para a pintar e decorar o corpo. A região possui uma imensa paleta de cores – ocre vermelho, caulim branco, verde cobre, amarelo luminoso ou cinzento – que são extraídas de pedras em pó, barro, frutos e plantas.

     Eles possuem uma criatividade e bom gosto ao escolher formas, texturas e combinar cores que dá inveja em qualquer produtor de moda. Olha só o vídeo feito em uma dessas tribos




Tribos da Nigéria


        Em algumas regiões da Nigéria, as mulheres fazem escarificações no corpo, marcas feitas com cortes na pele que representam fases importantes em suas vidas. Quando cicatrizam, os cortes ficam parecidos com uma renda. Como elas não usam roupas, as cicatrizes também são estéticas e símbolo de beleza.

      As marcas começam a serem feitas  a partir dos  5 anos de idade, em partes específicas do corpo, obedecendo uma sequência. As jovens só são consideradas adultas e aptas para o casamento quando toda a sequência de desenhos estiverem completas.





        Para quem quiser pesquisar mais sobre as tribos africanas, aqui vão os nomes de algumas: Afar, Éwés, Amhara, Árabes, Ashantis, Bacongos, Bambaras, Bembas, Berberes, Bobo, Bubis, Bosquímanos, Chewas, Dogons, Fangs, Fons, Fulas, Hútus, Ibos, Iorubás, Kykuyus, Masais, Mandingos, Pigmeus, Samburus, Senufos, Tuaregues, Tútsis, Wolofes e Zulus.






quarta-feira, 3 de abril de 2013

APRESENTAÇÃO DO PIBID - SUBPROJETO DIVERSIDADE CULTURAL


A temática diversidade, associada à pluralidade cultural, nunca foi tão discutida e utilizada em discursos políticos e pedagógicos como no presente contexto. Desde a declaração de Nova Delhi de 16 de dezembro de 1993, considerou-se que a educação é o instrumento preeminente da promoção dos valores humanos universais, da qualidade dos recursos humanos e do respeito pela diversidade cultural e que os conteúdos e métodos de educação precisam ser desenvolvidos para servir às necessidades básicas de aprendizagem dos indivíduos e das sociedades, proporcionando-lhes o poder de enfrentar seus problemas mais urgentes – combate à pobreza, aumento da produtividade, melhora das condições de vida e proteção ao meio ambiente – e permitindo que assumam seu papel por direito na construção de sociedades democráticas e no enriquecimento de sua herança cultural. Outros documentos como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA e o Plano Nacional de Direitos Humanos legitimam e reconhecem os direitos que toda e todo cidadão brasileiro, independentemente, de suas crenças, etnia, gênero e opção sexual possuem para o exercício da cidadania.
A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural da UNESCO em 2002 aponta que a cultura deve ser considerada como o conjunto dos traços distintivos espirituais e materiais, intelectuais e afetivos que caracterizam uma sociedade ou um grupo social e que abrange, além das artes e das letras, os modos de vida, as maneiras de viver juntos, os sistemas de valores, as tradições e as crenças. A cultura se encontra no centro dos debates contemporâneos sobre a identidade, a coesão social e o desenvolvimento de uma economia fundada no saber. A declaração ainda afirma que o respeito à diversidade das culturas, à tolerância, ao diálogo e à cooperação, em um clima de confiança e de entendimento mútuos, estão entre as melhores garantias da paz e da segurança internacionais.
A Convenção sobre a proteção e promoção da Diversidade das Expressões Culturais, ratificado pelo Brasil por meio do decreto Legislativo 485/2006, define “Diversidade Cultural” como sendo a multiplicidade de formas pelas quais as culturas dos grupos e sociedades encontram sua expressão. Tais expressões são transmitidas entre e dentro dos grupos e sociedades. A diversidade cultural se manifesta não apenas nas variadas formas pelas quais se expressa, se enriquece e se transmite o patrimônio cultural da humanidade mediante a variedade das expressões culturais, mas também através dos diversos modos de criação, produção, difusão, distribuição e fruição das expressões culturais, quaisquer que sejam os meios e tecnologias empregados. O artigo 10 da convenção que se refere à Educação e Conscientização Pública apresenta como um dos seus principais objetivos: propiciar e desenvolver a compreensão da importância da proteção e promoção da diversidade das expressões culturais, por intermédio, entre outros, de programas de educação e maior sensibilização do público. Nesse sentido, acredita-se que o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID pode contribuir para esse objetivo educacional, construindo e disseminando saberes na formação inicial e continuada das diversas áreas do conhecimento, bem como no reconhecimento de expressões culturais no contexto escolar.
A diversidade cultural ganhou caminhos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) que apontam para o compromisso com a construção da cidadania pede necessariamente uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e ambiental. Nessa perspectiva, a Pluralidade Cultural foi incorporada como Tema Transversal em 1997. Os PCN consideram que o grande desafio da escola é investir na superação da discriminação e dar a conhecer a riqueza representada pela diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, valorizando a trajetória particular dos grupos na sociedade. Nesse sentido, a escola deve ser local de diálogo, de aprender a conviver, vivenciando a própria cultura e respeitando as diferentes formas de expressão cultural.
Nessa perspectiva, o presente subprojeto tecerá diálogos interdisciplinares, nos contextos da formação inicial e continuada das diversas áreas do conhecimento, bem como no espaço escolar de suas escolas-pólo. Essa proposta se pautará nos documentos da UNESCO, nos PCN, na Lei 10639/03 (que torna obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira), na Lei 11645/08, que sanciona a Lei 10639/03 e inclui o ensino da história e cultura indígenas e nas teorizações de D´Ambrosio (1997) * sobre a Ética da Diversidade. A Ética da Diversidade se ampara nos princípios básicos do respeito pelo outro, com todas as suas diferenças; na solidariedade com o outro na satisfação de necessidades de sobrevivência e de transcendência e de cooperação com o outro na preservação do patrimônio natural e cultural comum.
O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de Uberlândia (NEAB/UFU) que desde 2006 vem desenvolvendo atividades nos âmbitos do ensino, pesquisa e extensão, contribuirá com esse subprojeto para a compreensão e reflexão de ações afirmativas que se configuram no espaço acadêmico-científico-escolar, a fim de promover novas concepções e aportes teóricos no que tange à questão etnicorracial na educação. As atividades desenvolvidas pelo PET (Re) Conectando Saberes, fazeres e práticas: rumo à cidadania consciente e pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Educação das Relações Etnicorraciais do campus Pontal, serão compartilhadas, durante o desenvolvimento desse subprojeto, a fim de permitir o diálogo entre a temática da implementação das Leis 10638/03 e 11645/08 e a diversidade cultural em áreas distintas do conhecimento que contemplam a formação inicial e continuada de professores na cidade de Ituiutaba.
Acredita-se que esse subprojeto, desenvolvido do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, poderá revelar - no contexto escolar e na prática docente do educador que passa a compreender a importância da temática Diversidade – características relevantes para sua visão de mundo que vão além de sua disciplina, podendo permitir uma postura em que o professor pesquise sua própria prática. Considera-se essencial a promoção de ações sistemáticas de formação que auxiliem, cada vez mais, futuros profissionais da educação e professores em serviço, na compreensão das relações que envolvem a temática Diversidade.
Ao se pensar na esteira da escola, onde a diversidade se configura e se (re) configura - a cada ano, faixa-etária, grupo étnico-cultural, turno, turma, nos bairros e cidades que compõem as escolas da rede a qual pertencemos – pretende-se, com esse subprojeto constituir Ciclos da Diversidade em que toda a equipe PIBID Diversidade possa fazer emergir na dinâmica do encontro entre professor/aluno, coordenador/supervisores, coordenador / licenciados e PIBID/escolas, uma nova forma de pensar a Diversidade – a Transdisciplinaridade!
*D´AMBROSIO, U. Transdisciplinaridade. São Paulo: Palas Atenas, 1997.

Ações previstas do PIBID Diversidade Cultural!
Exercitar e refletir sobre a Diversidade Cultural, focalizando temas das Africanidades brasileiras e das relações indígenas, pautados na implementação das Leis 10639/03 e 11645/08; estudar diversas abordagens teóricas sobre Diversidade cultural, a partir da revisão de literatura; investigar e experenciar, se possível, saberes e práticas tradicionais nos contextos africanos, afro-brasileiros e indígenas; promover encontros transdisciplinares na universidade e nas escolas-pólo; refletir sobre as ciências tradicionais da sabedoria africana e indígena, por meio de revisão bibliográfica.
Resultados Pretendidos!
- Contribuir para a formação inicial das licenciaturas da FACIP nas diversas áreas do conhecimento, no que tange as relações etnicorraciais e indígenas.
- Contribuir para a formação continuada dos professores supervisores, bem como envolvê-los no processo investigativo do programa, a fim de permitir a construção de sua identidade como professor-pesquisador.
- Contribuir para a reflexão e compreensão da diversidade cultural brasileira, a fim de promovermos uma pedagogia libertadora, antirracista e ética.
- Promover reflexões acerca da implementação das leis 10639/03 e 11645/08 na universidade e nas escolas-pólo, mediante os Ciclos da Diversidade.
- Promover reflexões sobre aspectos histórico-sociais que marcaram a sociedade brasileira na perspectiva eurocêntrica, racista e hierarquizante.
-Elaborar propostas didático-pedagógicas sobre a implementação das leis 10639/03 e 11645/08.
- Estabelecer diálogo entre estudantes, profissional e militante sobre discriminação racial, preconceito e formação identitária.
- Criar fóruns de debates, entendendo os espaços educacionais como potencializadores de ações em prol da Ética da Diversidade.
- Contribuir para minimizar as lacunas que se apresentam na escola e na universidade no que tange à Diversidade Cultural.
- Realizar grupos de estudos onde serão discutidos conceitos como preconceito, racismo, cultura, Africanidades e multiculturalismo.
- Investigar os processos de construção do saber didático de professores-formadores e como esses profissionais vêm as suas experiências em relação à implementação das Leis 10.639/03 e 11645/08 e das Diretrizes Curriculares nacionais para a Educação das relações etnicorraciais e para o ensino de História e cultura afro-brasileira e africana.